Estas palestras do padre leonel franca, proferidas entre 1927 e 1941, não poderiam ser mais atuais. Aos narrar a progressiva tomada da educação pelo estado, ele afirma a natureza complementar da escola em relação à família, uma vez que pertence aos pais a obrigação e o direito irrevogável de educar os filhos. Assim, devem eles poder optar pela escola que melhor corresponda às exigências de sua consciência moral ou religiosa. Segundo ele, a neutralidade escolar em matéria de religião é praticamente impossível, uma vez que toda pedagogia é inseparável de uma visão integral da vida, e a “escola laica” não passa de um título enganador para encobrir uma escola irreligiosa e atéia. Se Deus existe, ele deve ser o fundamento e o fim da formação humana, e se o ensino religioso for banido das classes, o estado estará violando a liberdade de consciência das famílias religiosas ao lhes impor outra concepção espiritual da existência. Nesse contexto, o padre jesuíta — que é talvez o intelectual mais brilhante de sua geração — apresenta os princípios da educação cristã como alternativa aos exageros opostos do socialismo e do liberalismo individualista, ponderando os elementos tradicionais e as contribuições da nova pedagogia. Além de ser um retrato da época e uma verdadeira profecia do brasil que haveria de vir, a reflexão do padre franca propicia o exame e a reconsideração desse último período da breve história da educação brasileira, iluminando, desde os fundamentos, todas as questões educativas atualmente em pauta.

A FORMAÇÃO DA PERSONALIDADE - PE. LEONEL FRANCA, S.J.
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Estas palestras do padre leonel franca, proferidas entre 1927 e 1941, não poderiam ser mais atuais. Aos narrar a progressiva tomada da educação pelo estado, ele afirma a natureza complementar da escola em relação à família, uma vez que pertence aos pais a obrigação e o direito irrevogável de educar os filhos. Assim, devem eles poder optar pela escola que melhor corresponda às exigências de sua consciência moral ou religiosa. Segundo ele, a neutralidade escolar em matéria de religião é praticamente impossível, uma vez que toda pedagogia é inseparável de uma visão integral da vida, e a “escola laica” não passa de um título enganador para encobrir uma escola irreligiosa e atéia. Se Deus existe, ele deve ser o fundamento e o fim da formação humana, e se o ensino religioso for banido das classes, o estado estará violando a liberdade de consciência das famílias religiosas ao lhes impor outra concepção espiritual da existência. Nesse contexto, o padre jesuíta — que é talvez o intelectual mais brilhante de sua geração — apresenta os princípios da educação cristã como alternativa aos exageros opostos do socialismo e do liberalismo individualista, ponderando os elementos tradicionais e as contribuições da nova pedagogia. Além de ser um retrato da época e uma verdadeira profecia do brasil que haveria de vir, a reflexão do padre franca propicia o exame e a reconsideração desse último período da breve história da educação brasileira, iluminando, desde os fundamentos, todas as questões educativas atualmente em pauta.